09 março 2013

Review: "Aliens: Colonial Marines"

A adaptação da série para os videogames não assusta ninguém
Foto divulgação: Aliens: Colonial Marines

    Aclamado desde seu anúncio como um sequência direta do clássico “Aliens”, lançado em 1986, “Aliens: Colonial Marines” abraça uma responsabilidade enorme. Afinal, como poucas séries por aí, a eterna guerra entre humanos, xenomorfos e o ocasional predador até hoje carrega uma legião fiel de fãs, décadas depois de sua primeira exibição.

Mas você já ouviu essa história: o excesso de expectativa ao redor de um jogo de grande nome e longo intervalo de desenvolvimento que acaba fazendo com que jogadores esperem demais do produto final. O resultado não poderia ser diferente mesmo neste caso: frustração.

De fã para (apenas) fãs

Para que possamos ser justos com o jogo - desenvolvido pela Gearbox e produzido pela SEGA por mais de seis anos – é preciso dividir sua avaliação em duas partes distintas: a fidelidade com o universo do filme, e o jogo propriamente dito.

Quando falamos da forma como os produtores souberam aproveitar o material de origem, o jogo merece lá seus elogios, especialmente dos fãs da série. Tudo desde o enredo conectado com o longa metragem, passando por cenários que, embora saíam do escopo do original, conseguem reproduzir de certa maneira a ambientação característica de um “Alien” (repleto de referências visuais). As armas, que na sua maioria são as mesmas vistas no filme, completam um pacote visual que, salvo sérias deficiências visuais fazem com que o jogador realmente se sinta controlando um novo filme da série.

Foto divulgação: Aliens: Colonial Marines

    Mas tudo vai para os ares quando o jogo se inicia de verdade. Controles imprecisos, sistema de colisão falho ou mesmo um sistema de inteligência artificial quase nulo acabam minando qualquer esperança com relação à experiência de “Colonial Marines”.

O jogo é assombrado por uma mira imprecisa e personagens que se movem de maneira nada realista e eficiente. Seus inimigos, os temíveis Aliens, aqui parecem alvos tolos esperando para serem alvejados.

Com isso, o fator medo que deveria estar presente no jogo escorrega pelos dedos, já que sua única preocupação é saber se terá munição suficiente para acabar com a próxima horda dos alienígenas que insistentemente aparecerão na sua frente prontos para morrer.

Genérico

Outra característica que impede Aliens: Colonial Marines de ser um bom jogo se dá pelo fato de quão o jogo é genérico em vários aspectos importantes. Suas armas, por exemplo, apesar de serem visualmente distintas, acabam funcionando de maneira muito similar.

Foto divulgação: Aliens: Colonial Marines
 
    Consegue imaginar uma shotgun com o mesmo poder de alcance de um rifle? Aqui isso é uma realidade. Até mesmo o segundo personagem usado quando se joga a campanha principal no modo cooperativo acaba sendo uma cópia idêntica do primeiro, apenas com cores diferentes. Porém, é inegável que o mesmo modo cooperativo com tela dividida seja uma raridade muito bem vinda em um lançamento da atualidade, o que deixa tudo realmente mais divertido.

Já os modos multiplayer competitivos, apesar de variados e de contar com a possibilidade de se controlar os Aliens, acabam enjoando rápido em razão dos controles sofríveis e dos mapas sem inspiração.

Infelizmente, Aliens: Colonial Marines é um jogo que deixa muito a desejar, especialmente se lembrarmos que ele ficou no forno por mais de seis anos e que foi muito “hypeado” pelos produtores, o que acabou deixando o resultado final abaixo da expectativa. Se você é um saudosista fã da Tenente Ripley pode até se divertir com as referências do jogo, mas não espere nada, além disso.

Plataformas: PS3 / X360 / WIIU
Produção: Sega
Desenvolvimento: Gearbox Software

Gráficos: 4
Sons: 8,5
Replay: 2
Jogabilidade: 6
Diversão: 4

NOTA FINAL: 4,5

Fonte: Mundo Pop
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